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De 13 de maio a 2 de agosto de 2026, o Musée national de la Marine em Paris apresenta "La Marine et les peintres. Quatre siècles d’art et de pouvoir". Por ocasião dos 400 anos da Marinha, a exposição explora, através de cerca de 150 obras, as ligações entre criação artística, poder e imaginário marítimo do século XVII ao século XX.
No âmbito do aniversário dos 400 anos da Marinha, o Musée national de la Marine convida a lançar um novo olhar sobre os pintores que, do século XVII ao século XX, representaram o mar, os navios, os portos e os combates navais. Ainda pouco explorada sob esta perspetiva, a história da pintura marítima é aqui abordada de forma cronológica, em oito secções, através de cerca de 150 obras maiores. Da afirmação do poder real sob Luís XIII às interrogações estéticas do século XX, a exposição destaca a forma como a arte acompanhou, magnificou, questionou ou contestou o poder marítimo francês. Artistas como Le Lorrain, Vernet, Gudin, Morel-Fatio, Manet, Signac, Marquet, Méheut ou Marin-Marie testemunham esta evolução, entre idealização, rigor documental e modernidade pictórica.
Percorso da exposição
O crescimento da Marinha francesa ao serviço do poder No século XVII, sob o impulso de Luís XIII e Richelieu, a França afirma o seu poder marítimo. A pintura torna-se uma ferramenta política: alegorias, cenas navais e representações simbólicas celebram o nascimento de uma Marinha de Estado permanente.
O surgimento de um género pictórico Influenciada pelas escolas nórdicas e italianas, a pintura marítima impõe-se progressivamente como um género autónomo. Claude Gellée, conhecido como Le Lorrain, insufla ao mar uma nova dimensão poética, entre observação do real e idealização luminosa.
Academicismo e grandeza real Sob Luís XIV, a Marinha moderna acompanha-se de um discurso académico estruturado. Os pintores marítimos integram a Academia Real e participam na construção de uma iconografia oficial à glória do soberano.
O Século das Luzes: ciência e modernidade O século XVIII assiste ao crescimento das expedições científicas e à profissionalização da marinha de guerra. Os artistas aliam precisão técnica e atmosfera poética, documentando infraestruturas, batalhas e inovações navais.
História, nação e combates A Revolução e o Império transformam a pintura naval. Entre heroificação e realismo, os artistas exaltam os combates marítimos. Em 1830, os primeiros pintores são inscritos no Anuário da Marinha, um marco para a criação do corpo dos Pintores Oficiais.
Comissões, debates estéticos e modernidade Do romantismo à influência inglesa, o mar torna-se sublime, dramático, por vezes crítico. O Salão reflete esta evolução: pintura histórica, cenas de género, realismo militar e experimentações formais coexistem.
Industrialização e mutações artísticas Vapores, cais, guindastes e pontes metálicas transformam a paisagem marítima. Do neo-impressionismo ao fauvismo, as cores e a modernidade industrial renovam o imaginário naval. Em 1920, a criação do título de «pintor do Departamento da Marinha» formaliza um reconhecimento oficial, prefigurando os Pintores Oficiais da Marinha (POM).
Pluralidade de visões contemporâneas No século XX, abstração, figuración, fotografia e hiper-realismo coabitam. A representação marítima oscila entre imaginário, memória coletiva e precisão técnica, testemunhando as mutações do mundo naval.
Preço: De 0 a 15 euros.
Fonte: paris.fr — foto: Musée national de la Marine/P.Dantec
