Jazz, standards, homenagem no feminino — Hazel Dorothy Scott (1920-1981) foi uma pianista e cantora de jazz genial.
Foi uma criança prodígio; como a mãe era pianista clássica, tocava de ouvido as peças que ouvia e começou a improvisar. Entrou na Julliard School aos 8 anos e estudou música clássica, que viria a integrar ao longo de toda a sua carreira de pianista. Aos 15 anos, fazia a abertura dos concertos de Count Basie, gravou o seu primeiro álbum com apenas 20 anos e rapidamente começou a tocar nos clubes nova-iorquinos, onde conviveu com artistas como Duke Ellington, Paul Robeson, entre outros. Atuou também na Broadway em vários musicais, como Singing Out the News (1938) e depois Priorities of 1942 (1942). Tornando-se cada vez mais conhecida, iniciou uma carreira em Hollywood e foi a primeira mulher afro-americana a ter o seu próprio programa de televisão, o Hazel Scott Show, na DuMont Television Network, a partir de 1950. Em 1955, gravou Relaxed Piano Moods, com Charles Mingus e Max Roach, um dos seus álbuns mais conhecidos. Além disso, denunciou publicamente a segregação racial e a sociedade misógina. Em resposta ao seu ativismo, viu o seu programa ser retirado da programação, concertos serem cancelados e surgirem acusações de comunismo. Para escapar às dificuldades que enfrentava nos Estados Unidos, instalou-se em França durante alguns anos. Regressou aos Estados Unidos em 1967, onde terminou a sua vida sem voltar a alcançar o mesmo sucesso de antes. Ainda demasiado desconhecida e subestimada, Hazel Scott foi uma pianista excecional, com uma técnica lendária e uma grande musicalidade. A música de Hazel Scott continua a ressoar, inspirando gerações de artistas. Irina Leach, Léna Aubert e Paul Lefevre prestam-lhe uma homenagem no feminino nesta noite inédita. Irina Leach: piano Léna Aubert: contrabaixo Paul Lefevre: bateria Um concerto impulsionado e realizado em parceria com Fragments. Fragments é uma associação empenhada na igualdade entre mulheres e homens nas artes e na cultura. Combate as discriminações e apoia a criação artística, sobretudo feminina. O seu projeto principal, « Femmes de jazz, une autre histoire du jazz », valoriza os contributos invisibilizados das mulheres na história do jazz. Desenvolvido em exposições itinerantes e ações culturais, dirige-se a todos os públicos. Fragments desenvolve também recursos de investigação, ações de mediação e dispositivos de acompanhamento artístico. A associação trabalha por uma cultura mais inclusiva, acessível e representativa. asso-fragments.com --- Le 38Riv: Situado em pleno coração do Marais, o 38Riv é um clube de jazz e bar intimista. É o lugar de todos os encontros musicais: do jazz ao latin jazz, passando pelo funk e pelo barroco. A sua cave abobadada do século XII oferece uma acústica calorosa e autêntica.
Tarifa: Tarifa online: 19 a 24 euros Tarifa no local: 22 a 27 euros.
Fonte: paris.fr — foto: DR
