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De 24 de abril a 31 de julho de 2026, no âmbito de um ano de exposições dedicado ao 150.º aniversário do nascimento de Constantin Brancusi, a Galerie Negropontes Paris apresenta uma exposição individual de Étienne Moyat.
A exposição Ligne de vie reúne um conjunto de painéis esculpidos e esculturas em madeira, bem como uma seleção de pinturas recentes. O trabalho de Moyat entra em ressonância com o legado brâncusiano, através de uma relação essencial com a madeira, o gesto, a forma e o tempo. Em Étienne Moyat, a criação nunca é encarada como um ponto final, mas como um percurso permanente dentro da sua prática artística. Preocupado em não romper com o passado, o artista inscreve o seu trabalho numa continuidade onde o gesto, a matéria e a memória são indissociáveis. A partir do momento em que um caminho é escolhido, o resto emana naturalmente dele. Este caminho permanece voluntariamente aberto, em construção, sem uma finalidade fixa. Ebanista de formação, Étienne Moyat trabalha diretamente a partir de árvores serradas em tábuas, segundo o princípio da talha direta. Como Brancusi, ele considera a madeira não como um simples material, mas como uma matéria viva, portadora de tempo, história e energia. Ele esculpe-a, queima-a, escova-a e pinta-a numa relação respeitosa e atenta ao que o material pode revelar. O uso da motosserra, ferramenta paradoxalmente libertadora, permite um gesto simultaneamente livre, instintivo e dominado. O conjunto de painéis esculpidos e esculturas em madeira do artista, onde as superfícies são percorridas por linhas fluidas, estratos e ritmos, testemunha uma prática consciente e medida, onde a técnica se apaga em favor de uma experiência sensível. Elas inscrevem-se numa lógica transitória e frágil, baseada numa pesquisa permanente de equilíbrio. Pontuando este corpus escultórico, a exposição apresenta também uma seleção de pinturas recentes, que constituem um novo desenvolvimento na prática do artista. Abordada com grande liberdade de gesto e emoção, a pintura prolonga as interrogações da escultura, explorando, por outros meios, a relação com o gesto, o ritmo e o tempo. Constitui um espaço de experimentação onde a energia circula de forma diferente, sem romper com os desafios do trabalho escultórico. Inspirado pelo expressionismo abstrato, pelo neo-expressionismo e pelo primitivismo, Étienne Moyat trabalha em grandes formatos numa abordagem espontânea e instintiva. Cores vivas, camadas espessas e composições ritmadas fazem da pintura um espaço de exploração sensível, em ressonância com o trabalho da madeira. Quer esculpa, quer pinte, Étienne Moyat interroga a nossa ligação ao vivo, ao espaço e ao tempo. O seu trabalho situa-se numa relação direta com a matéria e o gesto, convidando o olhar a uma experiência emocional.
Fonte: paris.fr — foto: Galerie Negropontes
