Instalação luminosa, sonora e imersiva na Chapelle Expiatoire
Instalação sonora e luminosa Por ocasião da Nuit Blanche 2026, a Chapelle expiatoire acolhe Threshold, uma instalação in situ do artista italiano Emilio Ferro, sob a direção do Studio Artera. A obra ocupa a capela como um espaço moldado pela presença e pela memória, atuando numa atmosfera onde a estrutura física e a perceção imaterial se encontram. Neste contexto, o edifício torna-se um campo de experimentação onde os sentidos são continuamente reorientados. A experiência Um feixe concentrado de luz branca irrompe de uma estrutura metálica e atravessa a nave, formando um volume preciso mas imaterial. O seu comportamento evolui em função da abertura e do encerramento da capela: quando esta está aberta, a luz projeta-se para o exterior, no jardim; quando está fechada, reúne-se no interior, pousando nas superfícies do lugar. Este movimento estabelece uma relação dinâmica entre o interior e o exterior, sem fixar uma fronteira estável. A presença dos visitantes influencia diretamente a condição espacial. O movimento, a duração e a proximidade modulam o equilíbrio do lugar, introduzindo variações subtis que transformam a instalação num ambiente percetivo em constante evolução. Som e atmosfera Uma composição sonora original de Emilio Ferro impregna o espaço, criada a partir de frequências de campos magnéticos registadas pelo artista. Estas gravações são amostradas e recompostas para formar a banda sonora da instalação, introduzindo assim uma dimensão acústica que alarga a perceção para além do visível. No seio da instalação, o tempo não é vivido como uma progressão linear, mas como um estado suspenso e estratificado. A luz e o som articulam esta densidade temporal, permitindo ao visitante experienciar um estado que se desdobra entre a instantaneidade e a duração. Um projeto dirigido pelo Studio Artera. Com o apoio de Art Culture et Foi.
Fonte: paris.fr — foto: © Roberto Conte, Liminal Journey por Emilio Ferro
