" Cortar-me um braço e furar-me um olho para que o outro fique melhor? Bela operação, deixar-me zarolho e maneta! " Eis os únicos limites "médicos" que Argan, hipocondríaco notório, impõe a si próprio.
Vai acumulando clisteres, lavagens e outras purgas para se curar das suas doenças imaginárias e planeia até casar a filha com um médico, pois, como diz com uma honesta ingenuidade: " É por mim que lhe dou um marido médico! E uma filha de boa índole deve ficar encantada por casar com aquilo que é útil à saúde do seu papá. " Cada um de nós conhece um Argan, talvez até sejamos um pouco Argan nós próprios? Riamos juntos dos nossos próprios defeitos! Autor: Molière Artista: Laly Hoyer, Luc Antoni, Bruno Bastian ou Fethi Maayoufi, Vincent Kambouchner ou Guillaume Villiers-Moriamé, Angélique Meyns ou Adrienne Lemort, Gilles Hoyer ou Mathieu Beurton Encenação: Gilles Hoyer
Fonte: paris.fr — foto: Gilles Hoyer
