Letreiro luminoso poético entre a pop e a melancolia urbana.
Instalação luminosa monumental no espaço público. Cry me a River, canção popular americana que se tornou um standard do jazz, foi escrita em 1953 por Arthur Hamilton e depois popularizada pela interpretação de Julie London. Esta ode romântica, exibida na empena de uma rua parisiense, faz parte de uma série de grandes arcos-íris luminosos instalados por Ugo Rondinone em várias grandes cidades do Mundo. Neles, o artista apresenta mensagens simples, oscilando entre a poesia dos textos e a visão comercial dos letreiros publicitários. Cry me a River - 2001 / Letreiro em plexiglas, néon e alumínio composto por nove letras / Dimensões: 259,4 x 697,1 x 15 cm UGO RONDINONE (Nascido em 1964 em Brunnen (Suisse), vive e trabalha em Zürich e New York.) Artista reconhecido na cena internacional das artes visuais, Ugo Rondinone cria uma obra polimorfa, de grande riqueza plástica e conceptual: instalações, vídeos, pinturas, fotografias, esculturas, néons, desenhos e textos poéticos, que escapam a qualquer classificação. As suas obras ocupam tanto o espaço da galeria como o espaço público, construindo um mundo onírico e melancólico que combina fantasias pessoais e imagens da sociedade contemporânea. O artista passa das cores sedutoras da cultura Pop para obras mais sombrias. Nas suas instalações vídeo, cria um ambiente visual e sonoro que conduz o espectador a uma contemplação hipnótica da obra projetada em loop. Aos valores sinónimos de poder, contrapõe uma obra assente no prazer e no jogo. Às atividades agitadas da civilização, responde com a liberdade da deambulação e do sonho, a errância, a ociosidade e a interiorização da emoção. Numa suave melancolia, opera um reencantamento do mundo que evoca um certo romantismo. Obra do Fonds d’Art contemporain - Paris Collections, 2001 Doação da Caisse des Dépôts et Consignations em 2006
Fonte: paris.fr — foto: Fonds d'art contemporain - Paris Collections, © Ugo Rondinone © Fotografia Hélène Mauri
