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EventsCulturalMatias Olivieri: Quatro sonatas, quatro mundos
Matias Olivieri: Quatro sonatas, quatro mundos
jun.
14
16:00
CulturalParis€ 7

Matias Olivieri: Quatro sonatas, quatro mundos

Este recital propõe um percurso pela forma da sonata, não como um monumento estático, mas como um espaço de liberdade, exploração e risco. Através de quatro obras compostas entre o final do século XVI…

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· Maison Heinrich Heine · Maison Heinrich Heine, 27C boulevard Jourdan, Paris · Paris

À propos

Este recital propõe um percurso pela forma da sonata, não como um monumento estático, mas como um espaço de liberdade, exploração e risco. Através de quatro obras compostas entre o final do século XVIII e o início do século XX, este programa põe em evidência sonatas ainda pouco tocadas, cuja riqueza expressiva merece ser plenamente redescoberta.

Ciclo de aniversário – Residentes em destaque. Este recital propõe um percurso pela forma da sonata, não como um monumento estático, mas como um espaço de liberdade, exploração e risco. Através de quatro obras compostas entre o final do século XVIII e o início do século XX, este programa põe em evidência sonatas ainda pouco tocadas, cuja riqueza expressiva merece ser plenamente redescoberta. ♪ A sonata em mi menor, HOB XVI:34 de Joseph Haydn (1732–1809) abre o concerto. Demasiadas vezes visto como um compositor sobretudo espirituoso ou decorativo, Haydn revela aqui uma profundidade dramática impressionante. Esta obra testemunha a audácia da sua linguagem pianística e o seu papel fundamental na construção da sonata moderna. Restituir-lhe o seu devido lugar é recordar que a intensidade emocional e a modernidade não começam com o romantismo. ♪ Com a Sonata em mi menor op. 7 de Edvard Grieg (1843–1907), o programa avança para um romantismo ardente, fortemente marcado pelo lirismo e pelos contrastes. Esta obra, simultaneamente estruturada e apaixonada, funciona como uma ponte entre tradição e expressão pessoal, anunciando já uma escrita mais livre. É a única sonata para piano escrita por este compositor. ♪ A Sonatina em sol menor de Carlos Guastavino (1912–2000) ocupa um lugar muito particular neste programa. Enquanto pianista argentino, é para mim essencial partilhar a música deste compositor ainda demasiado pouco conhecido nos palcos europeus. Guastavino desenvolve uma linguagem profundamente cantabile, alimentada pela tradição popular sul-americana, em que a aparente simplicidade esconde uma grande subtileza expressiva. ♪ O recital termina com a Sonata em fá sustenido maior op. 30 de Alexander Scriabine (1872–1915), obra visionária e condensada, em que a música se liberta quase totalmente das referências tradicionais. Depois de compor esta sonata, o compositor decidiu escrever um poema para inspirar o intérprete. Esta sonata ultrapassa a forma instrumental para se tornar uma experiência poética e sensorial, culminando num ímpeto final fulgurante, suspenso entre êxtase e vertigem. Scriabine descrevia esta obra como: « O voo do homem em direção à estrela, símbolo da felicidade » Através deste programa, o piano torna-se um lugar de transmissão, memória e convicção artística: dar a ouvir obras raras, devolver o justo valor a compositores essenciais e partilhar uma música profundamente ligada à identidade e à poesia.— Matias Olivieri

Preço: 7 € (preço normal) / 4 € (preço de estudante)

Fonte: paris.fr — foto: © Matias Olivieri

Lieu

Retrouvez l’adresse complète ci-dessous.

Maison Heinrich Heine · Maison Heinrich Heine, 27C boulevard Jourdan, Paris · Paris

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