Esta é a história do encontro de Tubby e Nottubby, dois desconhecidos que o destino surpreende, numa noite de Natal, à beira do desespero. É também a história da demanda extraordinária para a qual serão lançados, bem contra a sua vontade, desde as margens da Tamise, em Londres, até para lá do real.
Enganados pelas suas ilusões, mas movidos pela beleza do seu sonho, conhecerão uma caveira, sobreviverão a uma tempestade, zangar-se-ão, reconciliar-se-ão, cantarão para enganar o medo e desafiarão a própria morte, a caminho do seu renascimento… Assombrado pelo sopro de Shakespeare, banhado pela maravilhosa loucura de Laurel e Hardy, alimentado por mitos antigos, este espetáculo fala da força, mas também da fragilidade, da amizade, do amor e do sonho, últimos baluartes contra a crueldade do mundo. « Esta abóbada celeste diante da qual ficamos interditos, Sabemos que não é senão uma espécie de lanterna mágica; O sol é a lâmpada; o universo, a lanterna; E nós, as imagens que giram. » Omar Khayyam. « To be or not to be . Estar vivo, ou não estar. Tudo começa por estas seis palavras, que parecem ressoar em todos nós desde a origem do mundo: choque entre o desejo de vida e o apelo da morte percebida, quando o desespero atinge, como uma possível libertação. Shakespeare, portanto, de quem a Angleterre está tão magnificamente impregnada, onde Sophie nasceu e viveu. Shakespeare, cuja língua e imaginário atravessaram e alimentaram cada hora do processo de criação. E depois estas duas criaturas teatrais, Tubby e Nottubby, nascidas de um projeto mais antigo que já as reunira em cena, no coração da guerra do Péloponnèse. Criaturas frágeis, a quem o destino deu uma segunda vida quando um diretor de teatro se perguntou o que seriam elas no mundo tal como o conhecemos hoje, impelindo-nos a inventar a sua história… Quem são, então, estes dois desconhecidos -tão vulneráveis porque sinceros- num mundo onde os predadores reinam sorrindo? Quem são Tubby e Nottubby, senão essa parte de nós próprios que se interroga, angustiada, confrontada com o cinismo erigido em sistema : Pode-se sobreviver recusando ser degolador? E, se sim: como? » Louis Fortier, Saint-Valéry-sur-Somme, abril de 2011
Preço: Bilhete Inteiro : 15,50€ Bilhete Reduzido : 10,50€
Fonte: paris.fr — foto: None
