Obra proveniente da exposição imersiva concebida por estudantes das Beaux-Arts de Paris no Espace Niemeyer dialoga com a arquitetura para propor uma experiência sensorial e poética em torno do amor e da memória do lugar.
Anatomía, Instalação, 2026 Anatomía emerge de uma tensão íntima: uma relação de amor-ódio com a arquitetura, alimentada por uma experiência pessoal e territorial, bem como pelo desejo de criar espaços sensíveis. Em diálogo e contraste com a arquitetura subterrânea de Oscar Niemeyer — marcada pelas suas curvas aparentemente orgânicas— a instalação desdobra uma rede de raízes que emergem das paredes, prolongando as suas linhas de forma imprevisível. As raízes evocam aquilo que nos compõe enquanto seres vivos, remetendo para a ideia de conexão, de vínculo. Nesse sentido, a proposta entra em diálogo com a ideia de rede: um sistema em que as conexões geram comunidade. À semelhança das árvores, que comunicam através das suas raízes, a instalação propõe uma metáfora das estruturas invisíveis que nos ligam. Ana Balderas nasceu em 1989 em Mexico (Mexique), é arquiteta formada pela UNAM (Université nationale autonome du Mexique), bem como pela ESAD TALM de Angers. Atualmente, é estudante em Fresque & Art en situation nas Beaux-Arts de Paris. Tendo crescido em Ojo de Agua, território marcado por uma destruição e substituído por uma urbanização maciça, desenvolve uma reflexão sensível sobre o espaço, abordando a instalação como um gesto de cuidado, memória e exploração da carga simbólica dos lugares. ESTUDANTES DA ÁREA FRESQUE & ART EN SITUATION DA ÉCOLE NATIONALE DES BEAUX-ARTS DE PARIS / Falando de Amor Um projeto coproduzido no âmbito de uma parceria pedagógica com a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, com a participação do Espace Niemeyer.
Fonte: paris.fr — foto: © Ana Balderas, Sans titre, 2026
