A natureza é uma fonte de inspiração. Natasha Heil convida-o, por isso, a refletir sobre métodos inovadores para traduzir os princípios da natureza e aplicá-los à conceção arquitetónica.
O biomimetismo não se limita a uma simples imitação das formas ou dos processos naturais: trata-se de uma abordagem de negociação entre o ser humano e o seu ambiente, na qual a arquitetura e o urbanismo se tornam ecossistemas em coevolução. Ao contrário de uma abordagem tecnocêntrica ou clássica, que recorre aos sistemas vivos para inovar, Natasha Heil propõe uma visão relacional: como construir com a natureza, integrando as suas dinâmicas, limitações e especificidades locais? Uma reflexão multiescalar, do edifício ao território, para repensar os nossos espaços construídos como parceiros ativos dos sistemas vivos. Natasha Heil é arquiteta e especialista em biomimetismo, dedicada à integração dos princípios dos sistemas vivos na conceção do espaço construído. Investigadora na UMR LAVUE LAA CNRS/ENSA Paris La Villette e associada ao Centre d’Écologie et des Sciences de la Conservation (CESCO) do Muséum national d’Histoire naturelle, explora as relações entre natureza, arquitetura e territórios. O seu trabalho centra-se no biomimetismo enquanto prática ancorada na realidade, em que os fenómenos naturais inspiram soluções arquitetónicas e urbanas inovadoras, tendo simultaneamente em conta a forma como a natureza, moldada pelas atividades humanas, interage com as especificidades culturais de cada lugar. Através de uma abordagem multiescalar, do pormenor construtivo ao planeamento urbano, propõe uma reflexão sobre a tradução das estratégias dos sistemas vivos, com vista a repensar os nossos ambientes construídos em harmonia com os ecossistemas locais.
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Fonte: paris.fr — fotografia: © SASI + DR
