Encontro com Christophe Ylla-Somers, autor do livro «Le son de la révolte. Une histoire politique de la musique noire américaine»
De que modo a música afro-americana é indissociável das lutas contra o racismo sistémico nos Estados Unidos? Le son de la révolte procura responder a esta questão, partindo da chegada dos primeiros africanos deportados a solo americano, em 1619, até ao movimento Black Lives Matter. Mais do que fazer dançar ou vender discos, o blues, o jazz, a soul, o funk ou o hip-hop exprimem, acima de tudo, a aspiração a uma mudança social. Bessie Smith, Nina Simone, Odetta, Marvin Gaye, John Coltrane ou Public Enemy, para citar apenas alguns, são figuras emblemáticas da luta dos afro-americanos pela igualdade, justiça e dignidade. Christophe Ylla-Somers é mestre em História Medieval e DJ. Há mais de vinte anos que leva os seus discos de vinil de clubes em festas, do Baron ao Bus Palladium, do Mellotron à Radio Meuh, passando por Bruxelles, Tunis, New York e pelo Festival de Cannes.
Preço: Entrada livre, sujeita à lotação disponível.
Fonte: paris.fr — fotografia: éditions Le mot et le reste
