Recital poético e musical por Théo Sigognault
Quarta-feira, 29 de abril Das 20h às 21h "A poesia que eu dou a ouvir neste recital inscreve-se numa narrativa de vida. Ela evoca um percurso de juventude vivido entre desespero e loucura que finalmente se abre para o apaziguamento, a calma e o partilhar. A poesia, como uma elevação, permite testemunhar, por vezes com humor, uma perda de referências e de confiança frequentemente notada em muitos jovens. Através desta abordagem artística, afirmo uma possibilidade de cura. Surge um novo partilhar. Tão mutável quanto regular. Tão natural quanto brilhante. Tentar congelá-lo magoa-nos. Não podemos nem dominá-lo nem nos deixar guiar por ele. O único meio de o empregar exige que nos apoderemos dele. No palco, a música é um vetor que ajuda a traduzir o indizível dos sentimentos. Ela acompanha as minhas palavras, responde-lhes, ilumina-as. A música também participa em envolver o corpo." - Théo Sigognault Neste espetáculo, o solista faz referência ao seu próprio percurso de vida caótico que ocorreu desde a adolescência até à idade adulta, onde se delineia então o caminho de uma resiliência. O propósito do artista é dar a ouvir esta história através do filtro da sua própria poesia. O mundo desconstrói-se e reconstrói-se segundo o seu ângulo fulgurante de escritor e visionário. A urna estelar, sensível aos talentos de Théo Sigognault, funda o seu nascimento e a sua razão de ser na convicção do poeta: a de se inscrever na realidade de uma poesia e de um teatro do seu tempo, a de reivindicar alto e em bom som o direito à diferença, a corajosa riqueza do partilhar, no realmente viver do "todos juntos" Solo por Théo Sigognault Através da associação L’urne stellaire
Tarifa: Saída ao chapéu.
Fonte: paris.fr — foto: Sophie Riffont
